
E daí, Presidente Morte?
Quando ouvi o presidente exclamar E daí? diante das mortes provocadas pelo Covid 19 tive, ânsia de vômito. Em seguida pensei: é um monstro. Um homem sem aquilo que minha mãe chamava de misericórdia.
Quando ouvi o presidente exclamar E daí? diante das mortes provocadas pelo Covid 19 tive, ânsia de vômito. Em seguida pensei: é um monstro. Um homem sem aquilo que minha mãe chamava de misericórdia.
Minha mulher e eu trabalhamos em casa, frente a frente.Marcia, que é arquiteta, trouxe sua mesa do escritório.
Quando criança, havia um tipo detestável no meu bairro. Carmelo. Sujeito desagradável, prepotente. Como era forte, as pessoas o evitavam, mas ele se metia em tudo e chefiava um bando, ajudado por seus primos Energúmeno, Carlota e Fifuca.
Vizinhos do nosso prédio deixam bilhetes embaixo da porta...
Em um hospício do futuro, dois enfermeiros conversam:
Empurro o portão, o porteiro me estende o gel...
Permitam-me começar com um desabafo. Todo mundo teve e está com medo, se emocionou, se solidarizou, mostrou compaixão para com os mortos e infectados, milhares estão em trabalhos voluntários.
Há pessoas que chegam tarde à vida da gente, mas chegam e ficam para sempre. Como é o caso de Edson Alves, que entrou no meu caminho há seis anos e me iluminou desde então. Nós nos conhecemos quando minha filha Rita Gullo montou um pequeno conjunto musical para nos acompanhar no show Solidão no Fundo da Agulha.
Memórias atrasadas, mas bem lembradas. A gente adorava o carnaval, apesar das restrições de certas mães. Podíamos ver o corso desde que, antes, passássemos pela Matriz e rezássemos a Hora Santa inteira. A igreja era sombria, iluminada por parcas luzes e a Hora Santa era rezada em tom soturno.
Na nossa profissão, Patrícia Campos Mello, enfrentamos multidões de energúmenos pela frente.
Cheguei adiantado à Mercearia São Pedro, atendendo a convocação do Marcelino Freire, um promoter de causas descoladas e boas. Marquinhos Benuthe, que é o dono junto com o irmão Pedro se aproximou:
A vida não precisa ser complicada o tempo inteiro. Num desses encontros de começo de ano, Dora elogiou o vestido de Magali. Feliz, esta comentou: “Sabe que tenho há seis anos? É a vantagem de comprar coisa boa”.
Primeiros dia pós Natal e Ano Novo. Ruas vazias, silenciosas. O que é estranho nesta cidade.